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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

A Fórmula dos Abre Alas de Rosa Magalhães

 






















As fotos são prints do desfile da Imperatriz 1999, melhoradas com IA. 

A resolução dos vídeos dos desfiles, até a primeira década dos anos 2000, precisa ser restaurada urgentemente. 
Estou em busca de um projeto ou empresa que tope fazer essa empreitada. 


A GRAMÁTICA ESTRUTURAL DA COMPOSIÇÃO

Antes de olhar uma alegoria pronta, coberta de ouro, arabescos, candelabros, esculturas, plumas e personagens, é preciso aprender a enxergar o que existe por baixo da decoração.

Porque a decoração não cria a composição. Ela veste uma composição que já estava resolvida antes.

Foi isso que comecei a perceber ao estudar os carros alegóricos de Rosa Magalhães.

Meu primeiro rabisco não era o desenho de um carro. Era a tentativa de encontrar a sua gramática estrutural da composição — a base invisível sobre a qual diferentes alegorias podiam nascer.

No Quadro 1, aparecem as bases: vários níveis e pedestais, altos e baixos, distribuídos sobre o chassi. São os lugares onde estarão as pessoas. Isso significa que as figuras humanas não são simplesmente colocadas sobre o carro depois de pronto: elas já nascem distribuídas pela arquitetura da alegoria.

No Quadro 2, aparecem as massas geométricas: cones, cilindros, blocos, discos e grandes formas centrais encaixadas entre essas bases. Depois, esses volumes recebem a decoração e praticamente desaparecem aos nossos olhos.

O chassi curvo funciona como a linha-base que sustenta toda a composição.

A linha central forte cria o eixo monumental: a alegoria cresce em direção ao centro e vai descendo para as laterais, construindo equilíbrio, hierarquia e movimento.

Por baixo de todo o esplendor, começa a aparecer uma fórmula:

uma base + um eixo central + plataformas humanas em diferentes alturas + grandes massas geométricas intercaladas.

E aqui está a parte mais fascinante deste estudo: antes de olhar para essa recorrência como repetição ou cópia, experimente olhar para ela como uma base compositiva que recebe novas roupagens a cada ano.

#alegoria #conceito #cenografiadecarnaval #rosamagalhães #iconografiadecarnaval










sexta-feira, 26 de julho de 2024

Adeus Rosa Brasileira...





Faleceu Rosa Magalhães, em um momento em que a beleza e o bom gosto morrem em nosso país, apodrecem na alma brasileira! O que nos renascerá?  O que nos colocará de volta ao caminho da beleza brasileira?

Penso que mesmo a bolha

do carnaval não sendo a maioria da nossa população, o que acho um crime contra a raça brasil e a alma tupi, enfim, deveríamos ensinar Rosa Magalhães aos pequenos nas escolas e aos grandes no dia a dia. 

Ela fez a minha vida mais bonita. Como se minha vida tivesse tido beleza sem ela... Até os vinte anos quase nenhuma beleza eu teria conhecido sem Rosa. Ela foi minha professora sem saber que foi...

Hoje eu Sinto algo esquisito, assim como Mirian, uma amiga que queria tanto dizer tudo a ela e nada disse. Neste mundo onde as distâncias aumentam sem percebermos...

O dia também está triste hoje.

Com ela vai toda magia e encantamento que restavam no mundo do carnaval e dos desfiles de escolas de samba.

E também se vai todo o bom gosto das formas na medida certa, com ela nada grande exagerado como só homem com mania de tamanho faz.

Essa é a sensação que tenho...

Fica aqui uma Rosa nesta postagem.

Para que daquianos quando eu a reencontre por acaso, saiba, que Rosa agora habita o céu, rodeada de anjinhos barrocos de verdade agora...





sábado, 4 de fevereiro de 2023

Desfilaço da Imperatriz 96

 ...o SAMBÃO... e os carnavalescos renascentistas





Neste recorte, ainda temos imagens de Maria Helena e Chiquinho, eterno casal de Mestre Sala e Porta Bandeira da Imperatriz. A tradicional destaque da escola Valquíria. Ainda podemos notar o luxo, a pompa e a alegria dos componentes da escola. Um desfile sobre história do Brasil que não se faz mais hoje em dia. E também com uma pompa, um garbo, que não vemos hoje mais. Aquela sensação de ser nobre por estar desfilando em uma escola de samba parece que desvaneceu um pouco.  

Pois a moda agora é a alegoria gigantesca e a fantasia pesada e lotada de plumas desnecessárias.