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sábado, 18 de junho de 2016

Se eu puder ter uma casa em paz é aqui que vou ficar...


O Plantador
Geraldo Vandré


Quanto mais eu ando,
Mais vejo estrada
E se eu não caminho,
Não sou é nada.
Se tenho a poeira
Como companheira,
Faço da poeira
O meu camarada.
Se tenho a poeira
Como companheira,
Faço da poeira
O meu camarada.
O dono quer ver
A terra plantada.
Diz de mim que vou
Pela grande estrada:
"Deixem-no morrer,
Não lhe deem água,
Que ele é preguiçoso
E não planta nada."
Eu que plantei tudo
E não tenho nada,
Ouço tudo e calo,
Na caminhada.
Deixem que ele diga,
Que eu sou preguiçoso,
Mas não planto em tempo
Que é de queimada.
Deixem que ele diga,
Que eu sou preguiçoso,
Mas não planto em tempo
Que é de queimada."

Conheci hoje, na voz de Roze:
https://www.youtube.com/watch?v=5VaOj0hxSMI






domingo, 15 de novembro de 2015

Um pouco da minha mãe poeta ou musa etérea, Hilda Hilst!

XVII
Morte, minha irmã:
Que se faça mais tarde a tua visita.
Agora nunca. Porque o amor de Túlio
O vermelho da vida, pela primeira vez

Se anuncia fecundo. Diante da luz do sol
O meu rosto noturno de poeta te suplica
Que te demores muito contemplando o mundo
Que te detenhas ali, entre a roseira
E o junco
Ou talvez, para o teu conforto, assim, te estendas
À sombra das paineiras, sonolenta.
Morte, contempla. Poupa, quem por amor,
Em tantos versos, também te fez rainha.
Esquece o poeta. Porque o amor de Túlio
Secreto, se avizinha.

O vermelho da vida, pela primeira vez
Hilda Hilst

"Hilda Hilst nasceu na cidade de Jaú, interior do Estado de São Paulo, no dia 21 de abril de 1930, filha única do fazendeiro, jornalista, poeta e ensaísta Apolônio de Almeida Prado Hilst e de Bedecilda Vaz Cardoso. Radicada no município de Campinas desde 1965, vivia na chácara Casa do Sol. Formada em Direito pela USP, desde 1954 dedicou-se integralmente à criação literária. Faleceu no dia 4 de fevereiro de 2004. É reconhecida hoje como um dos principais nomes da literatura brasileira contemporânea."

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segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Ela sente tudo


"Notas sobre ela

Enquanto as pessoas sentem garoas dentro de si 
Ela sente tudo feito tempestade"

Não sei de onde é isto, mas se alguém souber me conta. 
É de uma beleza profunda. E cheia de significado pra mim neste momento.



sexta-feira, 25 de setembro de 2015

RAP do Nojo ou Rap dos Medíocres!



Eu tenho pena e nojo dos medíocres...
Ainda não sei qual destes sentimentos eu sinto mais...
Se pena ou nojo.
O medíocre puxa saco e vive sem relações verdadeiras.
O medíocre precisa lucrar tirando valores dos outros
É um trabalho árduo ser medíocre!
O medíocre inveja o sucesso do outro ao invés de se esforçar, estudando para alcançar o sucesso também!
O medíocre usa de duplo sentido em suas falas para culpar aqueles que ele quer derrubar...
O medíocre se faz de vítima com sua voz doce...
O medíocre é aquele que não é morno nem quente... 'Aqueles que Deus vomita!'
O medíocre não sabe que pra subir na vida deve subir junto com sua equipe, ele fica tentando derrubar os outros e nunca sai do lodo fedorento que ele mesmo se enfiou...
O medíocre não sabe seguir comandos, se sente humilhado e se irrita quando é comandado, pois o medíocre nunca sabe seu lugar na vida e na sociedade, nunca sabe suas funções e seu estado, menos ainda conhece seus talentos.
O medíocre culpa o sucesso do outro, como o responsável pelo fracasso dele...
O medíocre faz de uma simples tarefa a notícia da semana, só para chamar a atenção.
A situação do medíocre é muito triste.





domingo, 23 de agosto de 2015

Uma verdade para esta viagem...


A diferença entre um andarilho e um caminhante, é que este último sabe onde está indo!
Ele segue a trilha de seu coração...
É o coração a sua bússola.


Bill Oliveira, Buenos Aires, Rio de la Plata

"...com só punhos, poesia, passarinhos
razão, a dor, o que fazer com pombas?"
Pablo Neruda, Fogo Cruel