o domador do circo da vida

Livro de meus poemas sendo postado aqui enquanto é escrito - não é IA é ruim mesmo, ou bom, sei lá... site a autoria, dê referencia, se for possível... 



TU ME DESTE O QUE ERA TEU...

Quando jovem -moço aos quarenta- pensava 

que nada podia calar minha poesia.
Nem a feiura do mundo humano,
nem a vida, nem a morte...

Pensava que ninguém pudesse calar minha voz
Até que apareceu um homem vestido de sol

na praça da cidade

numa tarde

Era carnaval...
um anjo tatuado, rebelde, desviado,
que me levou ao 
mais alto do céu profundo

Deu-me o abraço, o abrigo,
o carinho, o alento
que ninguém nunca havia dado.
E soltou-me lá de cima,
logo após valsarmos entre nuvens fofas
do engano, medo e dúvida deste mesmo anjo...

Eram asas tuas e o amor era meu...

Caí na escarpa rochosa falésia 

diante do Atlântico Sul.

Que mito é este?
Nem eu nem tu?

Pesava a vaga da vida
sobre meus ombros a alma.

Pensava que ninguém poderia calar a minha poesia.

Mas tramaram os demônios 

famintos e vermelhos 

saídos de um desenho animado

ou de um pesadelo...
contra mim!
E tentaram cortar minha garganta
e usaram a ti,
anjo rebelde, caído,
desviado, tatuado.

Não que tu não tivesses me amado

-deixe-me enganado ou quieto!-
não que usar a palavra simples "tu"
para o tamanho do teu encanto
seja o correto.

Eu deveria estar a usar para ti:
Lúcifer,
Baal,
Deus Criador! 

Dionísio vivo em tempos de apocalipse...

sim meu Dionísio particular... 

do prazer impossível aos humanos

Mas hoje não,
hoje eu não quero usar
palavra correta alguma.

Hoje não sei que cargas d'água
a minha poesia voltou a cantar
pela minha própria boca.

Ela estava entalada
naquele meu corpo morto
-e eu não sei o nome que se dá
para o estado de um corpo que cai lá do céu
e estatela em uma falésia de rochas 

                             ...diante do Atlântico Sul.

A explicação que dou
é que sou filho de Fênix.

-Sou Fênix,
sou Fênix Tropical
de asas verde-amarelas,
bem brega- Bennu!

Ah, anjo rebelde...!

E tu me deste
A QUEDA.


william marques de oliveira.



.................................

eu sou um poeta dos excessos

desnecessários

destilados

uma fantasia velha largada na rua

um violão quebrado

jogado na calçada de Vila Isabel

um derradeiro Noel

que sabe que nada do que faz

dá dinheiro!


é apenas beleza!



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