domingo, 9 de novembro de 2025

Poeta William Marques de Oliveira

Os primeiros cinco livros de poemas de William Marques de Oliveira em Ebooks gratuitos.:

Coração Selvagem

O Beijo de Estrela

Poesia na Carne

Eu Venci o Mundo

Estrelas Cadentes ao Meio Dia

Poemas do final de 1999 quando começou a escrever no início da juventude. Seus versos marcados pela luta contra a depressão e as crises dos 19 aos 20 anos, a crise social de um país de terceiro mundo, abordando temas como a morte, o amor, o sexo, a vida e o invisível... Tudo isto somado ao desejo de ser artista na cidade grande e a uma selvageria mítica. Uma juventude sem google e em plena revolução cultural da globalização pop art.

Alguns dos poemas mais novos de William Marques de Oliveira, escritos entre 2016 a 2025:


Sou "O rei sem reino" 

Vivo a "Poesia na Carne" 

Mineiro-Carioca-Paulistano

Transbarroco- Caipira- Gauche!

Pretendo ser Canadense e Barcelonino!

Pretendo ser Paulistano de novo... 

Quem sabe japonês feito o meu poeta samurai Leminsk



Devolução do Contrato Rasgado!

 

Toma

que é teu o paraíso!

Que não quero mais esta joça!

Não quero!

Fica contigo!

Esta indulgência que não acaba...

Paga. Paga. Paga!...

O inferno é mais barato!!!

Fica na tua!

E eu vou ficar na minha!

Esse mundo dominado por esse deus falso inventado

Castrador desalmado!

Se teu paraíso é me ver na dor...

fica com ele!

Quero não!

Fica com o Diabo,

o Falo

e o Bufão!

Ah,

mas tu és deus falso!

Quase esqueci!

deus sem céu...

deusinho

inventado - de pau pequeno!-

por homens mortais!

Que fazem a gente se perder do Criador

Fica com tudo

e “ a puta q´iu pariu de roda

na ponta do moirão!"*

 

William Marques de Oliveira



Ah, se vocês soubessem

da poesia que trago em meu peito

Eu poderia rimar com bandido

este peito...

E com poeta menino

o Universo!

Ah, se vocês soubessem

da poesia que este menino

carrega em seu peito!...

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Geminiano quer falar com o mundo!

Há vezes eu tenho
CONVULÇÕES
De me pintar de rosa e amarelo
de cantar para o príncipe Charles
de chorar com as crianças da palestina
De estar simplesmente lá
na hora do tsunami
De dar um tapa na cara do ditador da nossa era...
Eu queria que meu poema fosse ouvido
e há vezes que tenho convulsões
de falar como mundo inteiro
ser ouvido!
Se o mundo me ouvisse ah!
Eu sou aquela velha tia
gorada
e preta
que sempre tem razão!
E esta ânsia por ter fama
e eu sou do século passado
desencaixado
Eu queria mesmo era ter ouro no banco!


Cristo e Bandeira

Você
estas lembranças
Este mundo 
este país verde e amarelo hipócrita.../
Está sufocando a minha poesia
e quando sufoca 
a minha poesia
eu não gosto
eu grito
eu luto
eu surto
eu saio
me mando
vou-me embora!
Pra Pasárgada
Brilhante e colorido!

 Link da imagem: dAQUI

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´´Murmúrios de Luz...´´

As limitações são âncoras no deserto...
que nos impedem de seguir e de voar 
até o Oásis de outros mundos!
Há momentos em que eu gostaria apenas
de poder fluir feito um rio para além deste mundo...
Mas o Tempo e o Espaço estão de mal comigo
E o próprio soldo dos humanos me impede
Se um dia as portas da vida se abrirem a mim 
eu passo às portas do improvável e ninguém mais me segura
Eu passo com uma escola de samba 
Eu passo com 14 carros alegóricos 
e 52 alas
e 10.000 componentes! 
Colorindo Tudo!
O que será que está me faltando aprender?
Pagar?
Crescer...
Talvez apenas o mundo não esteja preparado ainda
Para esta Apoteose de Luzes e Cores...
que sou.
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Se dependesse de mim este mundo 
estava coberto de jardins!



Luzerna


O verso que vem e ilumina

O momento pode ser tenebroso
- diante de todos os demônios do inferno
Uma lanterna surge 
acesa 

Luzerna
no meio da escuridão

Um Lampião
-do Cangaço
Vivo-Exú-Boiadeiro 
de Couro!


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Um alter ego que achei na net... 


*



Miserável Poeta...

Eu colori 
de sentido
e beleza
a minha vida 
Ela devia ser medíocre
Mas eu 
coroei de glória
e louros
a minha existência 
sem utilidade!
⁠Mesmo que seja só pra mim 
A minha arte
VIVEU!



*adicionado em Junho de 2021
.
viveu

O Poema que eu queria fazer


Deixei todos os desejos
e não morri
agora um canto feliz e triste 
nasce de mim 
e eu entendo a vida 
e ela me entende
E quando canto o seu canto
não sou mais deste mundo antigo
pra mim 
Não sou mais de mim
Sou de fogo e ar
Um vento forte 
Que canta o Espírito da Terra e do Céu!

*Adicionado em Abril de 2021




Pandemia nossa de cada dia!

Tenhamos fé e coragem!
Pois você Já pensou em quantas pandemias enfrentamos
e nunca notamos?
A pandemia do cigarro,
das drogas e bebidas;
A pandemia da violência doméstica;
A pandemia do preconceito racial
e religioso;
A pandemia da homofobia;
A pandemia do machismo;
A pandemia da desinformação e ignorância;
A pandemia do consumo exagerado;
A pandemia da preguiça de ler;
A pandemia partidarista de esquerda e direita...
A pandemia da corrupção...
Tem mais alguma?


William Marques de Oliveira



Imagens dAQUI



Trégua pra Terra
ou 
Trava Língua Incompleto Trava Tudo

Vamos dar uma trégua
pra Terra!
Que tal um mês de férias
de nós pra ela?
Uma vez ao ano!
Um mês por ano!
Uma vida a menos
que não nasça apenas 
para consumir!
E fazer cocô!!!



imagem do Pinterest Web


Em um mundo onde as pessoas
só dão valor a quem as come
e ao que elas comem... (!)
Você precisa fazer a diferença
Nesta "Gehenna" 
que vivemos hoje
Estamos no vale 
dos mortos vivos
Quem não percebeu ainda
é um deles!
Você pode sim 
comer e ser comido
meu amigo...
Esse não é o caso
Ser ou não ser um produto 
Eis a questão contemporânea!
Na estante do fast-food
"O caso do por acaso" 
é que não precisa viver 
apenas disso...
Apenas de COMIDA!

Mas pra que serve a vida 
humana?
Você já parou para pensar nisso?



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O livro

COLORIDO
Sendo escrito aqui desde 2016...


A Gratidão de um Moribundo

Sou muito grato a Deus

e a esta Vida
Pois Deus me deu 
nem que fosse um pouquinho
de tudo aquilo que eu sonhei
Em prova de que tudo é possível
de que nada é proibido!
Nada é pecado
ou caro o bastante
quando se ama a vida!
E feito pista
cada pequena prova
em colher de madeira
de uma vida gloriosa 
que terei um dia
nem que seja
na casa da luz colorida

"O meu tesouro não é desse mundo!


    Link da Imagem: AQUI



Algemado no Mundo Feio


Porque não me liberto
E vou embora viver canção 
no alto de uma montanha?...

*
Sou o princípio e o fim
E estando em todas as coisas
Não sei cadê de mim!
Sou poeta 
e minha poesia arde
mesmo que
esta limitação financeira 
cosmopolitana me prenda,
posso ser livre!
Mas o Face mostra a realidade
O que é ser barata 
no final dos tempos!

Pisado pelo sistema
ou alado pelo verso?
Sou poeta
E meu poema não vale 
uma moeda!
Sou poeta 
E ninguém quer me escutar 
Pior ainda
Sou profeta
e nada de me ouvirem
apenas sinto a dura ferida
de ver paralisado 
a ruína social do mundo!
E a verdade grita nas praças 
e nos telhados
trabalha nas carvoarias
que sustentam o churrasco 
do final de semana
E de nada adianta eu ser poeta
Ninguém a escuta!
torno-me ridículo 
Digno da burla!
(E pra quê eu quero ajudar este mundo?)
Para que mesmo 
eu quero coisas desse mundo?
Quando vou desapegar de querer ter 
carro, casa, dinheiro 
e mesmo assim ser vagabundo?!
Vivo esta dicotomia 
atado ao status quo do mundo!
De querer poder estudar 
e não ter dinheiro e tempo
Se eu não trabalho eu faço como?
achar o buraco a saída 
o sentido de tudo isso
é trabalho pra mais de trinta!
Por isso eu não fui ainda reconhecido
um gênio precoce ou um belo burro!
Não tenho dinheiro para pagar nem a passagem
Sim é um lamento e um dramalhão
isso não pode ser verso! 
Vivo vitimismo!
Mas eu não consegui vencer ainda 
tanta limitação
tanta loucura de não querer 
ser quem sou
Um anjo torto barroco de Minas
em meio a estes loucos
Assim eu sei:
Eu mesmo atraí para mim 
em algum destino astral essa gente torpe!
Mas olha viu! 
Veja bem, não é fácil aqui em baixo
na terceira dimensão
no terceiro mundo!
Até que se canta 
o mantra libertador e final:
FO-DA-SE O CAPITAL!


16/01/2018


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Quando se descobre um pintor...

Quando eu me curei 
Estava tudo assim desprevenido
Froid fumava um charuto nada fálico...
Jung colhia flores 
em uma carta de tarô
Copos de Leite para ser mais preciso...
Cultivados por um monge que usava
um manto dourado
e o acompanhava sorrindo
tapando o sol com uma sombrinha rosa
donde podia se ver o símbolo do Yng Yang 
na forma de duas carpas!
E eu entendi que meu pai e minha mãe
Eles eram apenas humanos
Eles eram apenas crianças
bem disse Renato Russo!
Ambos 
feito eu corrompido 
Querubim pornográfico...
Vivendo por paixão no próprio umbigo!
Então eu deixei de odiar 
a minha origem humilde
e o fato de minha família ser doentinha
pobre e dilacerada
Como qualquer família americanizada!
Esquecidos 
da magia que tinham em seus corações...
Já desprovidos do Riso do Palhaço 
que carregavam em suas canções...
E entendi então neste momento
entre o palco e a coxia... 
Que eu podia 
construir um relicário com minha poesia
Um relicário meu 
que o dividiria com quem delicado 
se aproximasse para ler...
Eu desconstruí a minha história 
e percebi que meu sonho colorido 
era que pintava tudo ao meu redor
Pintava a casa cor de rosa 
de minha vó materna...
Pintava eu menino cheio de cores 
e formas astrais!
Pintava até a feiura do mundo
E o que valia mesmo a pena 
nesta cinzenta vida era isto! 
Ter vivido e sonhado colorido!



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Unicórnio dos Pampas!


Eu me aceitei
Dono de mim e do meu caminho
Minha missão
de trazer beleza ao mundo
Colorir
um mundo cinza
Minha lenda:
Cantar
e despertar os povos
Sou Arauto da Alegria!
Entendi porque sofri tanto...
Sofri por não acreditar em mim
E nesta purpurinada missão
-levar alegria ao coração-

/Esta borboleta purpurina/
que tem valia sim!
Eu me perdi na ilusão
deste mundo feio...
Mas agora não!
Agora eu dei de cara comigo
bati com a testa no muro
e tenho um galo!
Foi que me transformei num Unicórnio dos Pampas
E assumi o meu destino!
Colorido!


William Marques de Oliveira


Inspiração no filme Unicórnio


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O rastro do vento

Quando eu saí lá da minha terra mineira
De "Baependi da Serra do Careta"
Em busca de realizar meus sonhos
Levando comigo uma mala cheia de poesia...
Pensava que a única coisa que me separava
Da realização era a distância...
Que inocente eu era! 

Ora veja!
Não conhecia ainda a maldade humana
Nas formas da vaidade 

Nem dos jogos de poder
Muito menos imaginava

o poder da inveja e falsidade
Não sabia quão feio era o monstro-mundo!
Certa vez uma cigana me falou ordenadora:
"Você não tenha medo de bicho feio não menino!
Você vai ver muito bicho feio nessa vida!
Você veio pra enfrentar bicho feio mesmo!..."
Hoje a caminhada segue
Tantas outras terras eu toquei

Tantos amores eu tive...
E maravilhosos amigos 
de verdade eu conquistei...
Pouco dos meus sonhos eu realizei
mas diante dos amores e dos amigos
do meu caminho bonito
e do meu caminhar altivo...
Não importa tanto o resultado!
Valeu a pena caminhar tanto
E olhando para meu rastro vejo

o rastro de fogo iluminado
Só fiz o bem

E fui verdadeiro com todos e comigo
E meus atos falam por mim!
Se exagerei e sonhei e amei...
Enfim... 
Meus atos são sementes de bem
Depõem sempre a meu favor
E não tenho vergonha do que sou!
Eu me orgulho de mim! 

Sim, pois...
Sou sincero, e não tenho preconceito com nada

Vivo o meu coração aceso
Propago belezas
Em todas as suas formas que posso
"Sigo a estrela no meu chapéu"
Deixando um rastro de fogo eu sigo...
Semeando harmonias!


William Marques de Oliveira
Poema  29/08/2016
Reescrito hoje 21/12/017

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Um Poema-Desejo sem pretensões

Gosto de quando as coisas dão certo
Gosto de coisas fáceis
De amores sem entraves
De sogras sem armas!
Gosto de pessoas que se abrem logo 
De gente que se relaciona com saúde
de chefes que dão valor e pagam bem!
Gosto de trabalhar com quem gosta do que faz
Sim, eu gosto e valorizo as coisas que vêm fáceis!
Eu não preciso sofrer para aprender
nem pra valorizar 
Eu não quero mais o difícil 
e a Dura Lição eu rejeito
Eu mudo o mantra
e o paradigma!
Eu sou o Novo Mito!
Amo aquilo que vem com menor esforço
Eu não acredito mais no padrão pesado
nem que só teremos vitória com luta
Também podemos ter vitória com sorrisos 
e sorrindo
e com prazer...
Dando prazer...
viver!
Abemos o novo Mito no mundo!


Imagem dAQUI



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Um poemeto de arquiteto ou paisagista...

Eu não queria que tivessem construções...

Casas, templos...
Ruas pavimentadas eu não queria!
Eu queria que fosse tudo arvore
Queria que o mundo fosse mato!
Que só ficassem os museus e os teatros
As bibliotecas e as casas de chocolate!

Ainda sinto saudade daquelas grandes árvores
Aquelas arvores maiores que as montanhas
E que cobriam este planeta inteiro
Antes da Atlântida
Antes da queda do homem...


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